segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Presentes & Comidas no Natal em uma nova exegese. Autor: Jorge Eduardo Garcia

No Mundo, com exceção da cripto- comunista Cristina Almeida, uma colaboradora do programa da TV espanhola chamado Amigas y conocida (emitido em La 1 de Televisión Española desde de 1 de setembro de 2014), ninguém duvida que no dia 25 de dezembro se celebra o nascimento de Jesus de Nazaré, o Cristo do Deus Vivo, o Filho dileto do Deus de Israel.
Chamo atenção que “ no ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado”.
Para alguns, como eu, esta data é um Ato de Fé, para outros sempre uma convenção social, onde se destaca a figura do Bom Velhinho, do Papai Noel, com as vestes vermelhas, divulgado pela The Coca-Cola Company em sua publicidade de Natal na década de 1930, pois a White Rock Beverages, uma dos maiores distribuidoras  de água mineral no Estados Unidos, já havia usado a imagem dele para vender sua “ água mineral em 1915 e, em seguida, em anúncios para a sua ginger ale em 1923”.
Convencionou-se que a celebração do Natal seria em volta de uma mesa onde famílias, convidados, afilhados, apaniguados, desfrutariam de comidas das mais variadas, sempre seguindo as Tradições dos países onde elas eram postas, as mesas.
Convencionou-se, também, que presentes seriam trocados entre os presentes.
Eu não tenho família nuclear, por isso desde que voltei para São Paulo as festividades natalinas são celebradas no seio da família de Thereza Christina, minha mulher.
Contudo, isso não impede que eu demostre o meu amor e carinho para o meu único parente de sangue, o doutor Albano Fernandes de Carvalho Filho, meu primo irmão, e sua família (Leila e Mariana).
Contudo, isso não impede que eu demostre o meu amor e carinho para os meus diletos Luís Felipe, Vanessa e Leonardo, todos do Rio de Janeiro.
Contudo, isso não impede que eu demostre o meu amor e carinho para a família Dias Berbert de Alto Jequitibá, MG, da qual pertence minha madrasta Edméa, seu filho e meu irmão de coração Edinaldo e família (Rebeca, Laura, a musicista, e Beatriz, a intelectual), sua filha e minha irmã de coração Cândida com seu Guaracy e seu Orlando, Der Deutsch.
Contudo, isso não impede que eu demostre o meu amor e carinho para alguns poucos e selecionados amigos – quando se fica velho não se tem mais necessidade de conviver, ou manter relações, com quem não se gosta, o que é o meu caso.
Muito bem...
Em 1974 a TV Globo criou o Roberto Carlos Especial, um programa de fim de Ano com o cantor Roberto Carlos, e Thereza, uma fanzoca, e eu resolvemos que nesse dia faríamos o “Jantar do Rei “ – já que para muitos o cantor é considero o Rei- para o qual convidaríamos parentes e amigos escolhidos a dedo.
Como muitas vezes o meu estado de saúde impede que eu saia de casa, ou participe das festividades natalinas na casa dos parentes, ele se tornou para mim uma espécie de meu jantar de Natal.
Desde que a prima Cecilia, a Celina, o Pedro Paulo, na década de oitenta do século passado iam passar o Reveillon, uma festa profana, conosco no Rio de Janeiro, eu criei uma Pièce de résistance, um prato de resistência, para eles aguentarem o tranco das festas de final de ano.
É um feijão branco com carne-seca, paio, linguiça portuguesa, linguiça de frango, e muito amor, e com isso se tornou uma Tradição o “ Feijão do Jorge”.
E a turma se lambuza para meu gáudio.  
Esse ano não foi diferente já que aconteceu o Jantar do Rei e o “ Feijão do Jorge” estava lá pomposamente em uma sopeira do século XIX que pertenceu a minha trisavó, Dona Anna Acioli Barreto de Almeida, uma pernambucana de boa cepa.  
Depois que a parentada saiu, eu comecei a dar Graças a Deus por eles, pela comida, pelos presentes, pelas horas alegras que passamos juntos.
E me veio à mente uma exegese sobre Presentes & Comidas no Natal tendo como base os versículos:
a- “ Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.
1. Tessalonicenses 5:18
b-  “ Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho”.
Provérbios 3:9-10
c- "Todos os dízimos da terra - seja dos cereais, seja das frutas - pertencem ao Senhor; são consagrados ao Senhor.
Levítico 27:30
Eu escrevi acima:
“Convencionou-se que a celebração do Natal seria em volta de uma mesa onde famílias, convidados, afilhados, apaniguados, desfrutariam de comidas das mais variadas, sempre seguindo as Tradições dos países onde elas eram postas, as mesas”.
E que:
“A data do Natal era para mim um Ato de Fé, pois é a celebração do nascimento de meu Salvador Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus”.
Logo as comidas das mais variadas, sempre seguindo as Tradições dos países onde elas eram postas a mesa, fazem parte da refeição mais importante do ano.
É essa Ceia, ou Jantar, ou Comida, que devemos reconhecer como a primeira refeição de nosso ano, os primeiros alimentos que ingerimos nos próximos 365 dias, que comeremos até a nova comemoração do nascimento de Cristo, daí minha exegese de que ela é uma solenidade importantíssima, até porque está cheia de sentimentos, de emoções, de gratidão, de amor a Ele e a nossos semelhantes.
Daí minha exegese de que ela é uma solenidade importantíssima, pois as alimentos servidos devem ser considerados como os primeiros frutos de todas as nossas plantações, os nossos “dízimos da terra “, que oferecemos em Oração e Gratidão ao Deus Criador, a Jeová-Jiré , que nos protege e nos prove.  
Daí minha exegese de que Deus Criador, a Jeová-Jiré, nos dá os recursos – “ Honre o Senhor com todos os seus recursos”- para podermos organizar, comprar e partilhar, essa refeição que é uma solenidade importantíssima já que se tratada da celebração familiar do nascimento de Jesus de Nazaré, o Cristo do Deus Vivo, o Seu Filho dileto, e por isso devemos dar a Ele toda Honra e toda Glória tanto hoje como sempre.
E os presentes?
Ora, os presentes, são uma forma humana de compartilharmos com os entes queridos, ou mesmos aqueles que não são nossos íntimos, das Bênçãos que o Senhor nos deu nos durante os 365 dias do ano que passou, é mais uma prova de nossa gratidão a Deus pelos recursos que Ele nos deu.
Não foi só alegria que restou do o meu “ Jantar do Rei” de 2016, também, foi essa exegese sobre Presentes & Comidas no Natal que agora divido com vocês meus irmãos e amigos.

Jorge Eduardo Garcia
São Paulo 26 de dezembro de 2016. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Eu confesso que estou esperando o carro de fogo puxado por cavalos de fogo que me levará...

Eu confesso que cheguei a um momento de minha vida que perdi o interesse pela maioria das pessoas e pelas coisas, pelos fatos e pelas versões.
Não fui criado para viver, e conviver, em um mundo como esse de agora, de hoje, onde ser cafona, ser politicamente correto (cheio de pessoas que não sabem o que isso quer dizer), ser esquerdinha de conveniência (cheio de pessoas sem nenhuma base do que seja a verdadeira esquerda), ser deselegante e mal-educado, é praxe, é moda, ter cultura de centro Acadêmico ou de Wikipédia, enfim, ser “ politicamente correto”.
Cheio de pessoas que querem tirar vantagens em tudo sem a menor preocupação com a Ética, a Moral, a Nação, a Cidadania, e os Bons Costumes.
Onde a mentira campeia.
Onde o Conceito de Família é relativizado.
Onde o passar um parente para trás em negócios, em dinheiro, campeia.
Onde a Gratidão é Conceito morto.
Onde a traição ao amigo campeia.
Onde a Fé das pessoas é achincalhada e fica por isso mesmo.
Onde a Honra das pessoas é vilipendiada e fica por isso mesmo.
Onde desacreditar pelas famosas Redes Sociais (fruto desse maldito progresso) é moda, em um ato que depois fica por isso mesmo.
Onde o Conceito de Pátria, de Estado-Nação, é afrontado diuturnamente.
Onde todos os valores da Pátria, são ultrajados.
Onde a grande maioria não respeita seu compatriota, fazendo disso um Conceito morto.
Onde ser culto é vergonha.
Onde ser educado é sinônimo de ser errado.
Onde ser elegante é motivo de chacota.
E por aí vai...
Sou um Homem a moda antiga.
Procuro ser coerente com o que me foi ensinado na infância e na juventude, bem como aprendi no transcurso de minha longa vida.
Tenho Honra.
Sou ético.
Odeio a mentira.
Amo a Deus.
Amo ao Brasil, minha Pátria por Ele escolhida já que aqui me fez nascer.
Amo alguns membros de minha família.
Amo alguns amigos escolhidos e muito especiais.
Prezo a educação, a cultura, a elegância, o refinamento, o bom-tom, e deles não abro mão, numa atitude que cada dia está mais difícil de executar.
Sou grato a Deus.
Sou grato a alguns poucos.
Enfim, meu prazo de validade já venceu nesse mundo, por isso cheguei a um momento de minha vida que perdi o interesse pela maioria das pessoas e pelas coisas, pelos fatos e pelas versões.
Estou à espera do carro de fogo puxado por cavalos de fogo que me levará para a Glória, para o regaço do Senhor, e que assim seja.
Jorge Eduardo Garcia
6 de dezembro de 2016 

sábado, 8 de outubro de 2016

Os ideais republicanos- A quem interessar possa.


A “ prevalência da Constituição e da Lei sobre os interesses individuais, em uma República (do latim res publica, "coisa pública") que é uma estrutura política de Estado ou forma de Governo eletivo e temporário, gerou os Ideais Republicanos. ”
Os ideais republicanos são:
A Liberdade, com o predomínio do espírito público, com a supremacia do interesse do povo em uma sociedade livre, justa e solidária.
A Igualdade através da promoção:
1-     Do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
2-      Dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, reduzindo as desigualdades sociais e regionais;
3-     De uma Justiça igual para todos.
A Dignidade da Pessoa Humana através da erradicação da pobreza e da marginalização e das garantias do acesso:
1-     A saúde e bem-estar de todos;
2-     A Educação;
3-     A Cultura;
4-     A Segurança.

E eu, modestamente, luto por esses Ideias Republicanos.
Jorge Eduardo Garcia
Cidadão Brasileiro

Filosofo e Blogueiro 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ATITUDE

Antes de falarmos de atitude tenho que me reportar ao que eu escrevi sobre a Essência, do latim essentia e que indica a natureza, substância ou característica essencial de uma Criatura ou de uma coisa:

Significado de Essência: s.f.
Diz-se da ou a própria existência; o que constitui a natureza de um ser, de uma coisa: essência divina.
Característica expressa em seu mais alto nível.
[Filosofia] Platonismo. O ser autêntico, percebido a partir do espírito que se sobrepõe às percepções sensoriais, tornando-se habilitado para refletir sobre a imutabilidade de alguns aspectos da própria realidade.
[Filosofia] Aristotelismo. A reunião das características comuns que definem a natureza intrínseca de cada ser.

Meus Caros:
A Criatura cresce, lhe são ensinados os Valores Morais da Sociedade em que nasceu, estuda, adquiri o estabelecido pelo Senso Comum, racionaliza, casa ou fica solteira, tem filhos ou não, divorcia ou não, engorda ou não, faz plástica ou não, fica velha, fica viúva, mas a sua essência não muda.
Sua natureza intrínseca continua a mesma que se percebe, ou se conhece, no início de sua existência.
Atitudes tomada no decorrer da vida expressam sua característica, o que se encontra em seu âmago, em mais alto nível.
As ATITUDES de uma Criatura Cidadã estão intrinsicamente ligadas à sua ESSÊNCIA
Foram ensinados a Criatura Cidadã os Valores Morais, ela adquiriu o Senso Comum, mas em determinada circunstancias da vida, de sua existência, afloram, querendo ela ou não, a sua Essência, a sua Natureza.
Hoje com a tecnologia das fotos, principalmente através das famosas selfies, fica per se stante revelada a razão da própria existência do fotografado, já que elas, as selfies, expõem de forma nua e crua a natureza da Criatura.
Assim, repito, a Criatura na maturidade continua demostrando ter a mesma essência já reconhecidas na infância e na adolescência. 
E essa é uma matéria para reflexão.
JE
 http://trespplataoparaprincipiantes.blogspot.com.br/2016/08/a-criatura-e-sua-essencia.html

As ATITUDES de uma Criatura Cidadã estão intrinsicamente ligadas à sua ESSÊNCIA.
As ATITUDES de uma Criatura Cidadã estão intrinsicamente ligadas ao ÂMAGO DE SEU SER.
Foram ensinados a Criatura Cidadã os Valores Morais, ela adquiriu o Senso Comum, mas em determinada circunstancias da vida, de sua existência, afloram, querendo ela ou não, a sua Essência, a sua Natureza, aquilo que está no Âmago de seu Ser.

Significado de Atitude
s.f.
Maneira de se comportar, agir ou reagir, motivada por uma disposição interna ou por uma circunstância determinada; comportamento: qual foi a atitude do diretor em relação ao aluno? Demonstrou uma atitude irônica.
Modo que indica a posição do corpo; postura: policiais em atitude de combate.
Objetivo, desejo: atitude de decepcionar alguém.
Comportamento repleto por afetação.
[Por Extensão] Aeronáutica. Circunstância ou disposição de uma aeronave (foguete, míssil, satélite etc.) caracterizada pela elevação do eixo em comparação ao ponto de referência.
(Etm. do italiano: attitude)
Atitude é sinônimo de: posição, postura, objetivo, jeito, desejo, comportamento, gesto, propósito, pose.
http://www.dicio.com.br/atitude/

Simplificando:
Maneira de se comportar, agir ou reagir, motivada por uma disposição interna – âmago do ser -  ou por uma circunstância determinada.
Atitude é uma norma de procedimento que leva a um determinado comportamento, comportamento esse estabelecido de acordo com a essência da Criatura Cidadã.
Mais que pode ser tomada – ela, a atitude-  de acordo com os Valores Morais, ou Senso Comum, adquirido durante a vida pela Criatura Cidadã. 
Portanto “ atitude é a concretização de uma intenção ou propósito”.
É um ato comportamental.
Com isso quero afirmar que as atitudes podem, também, ser tomadas a partir do conhecimento dos Valores Religiosos, valores esses que podem moldar o Caráter da Criatura Cidadã, mas não pode modificar sua essência.
Essa afirmação se passeia na permanente luta interna travada pela Criatura Cidadã “ sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau” ante o que lhe é mostrado pelos agentes sociais em geral (família, religião, escola, classe social, grupos diversos, meios de comunicação de massas).
Exemplifico:
“ O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (5/5), equiparar as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres. Na prática, a união homoafetiva foi reconhecida como um núcleo familiar como qualquer outro. O reconhecimento de direitos de casais gays foi unânime” - Por Rodrigo Haidar – em 5 de maio de 2011 –
Isso quer dizer que na República Federativa do Brasil é reconhecida “ a união homoafetiva – amor de homem por outro homem, amor de mulher por outra mulher - como um núcleo familiar como qualquer outro”, o outro núcleo familiar era o até então, até essa decisão da Egrégia Corte, composto por um homem (pai), uma mulher (mãe) e filhos.
Acontece que nas Religiões Monoteístas – Judaísmo, Cristianismo, Islamismo- essa União entre pessoas do mesmo sexo é considerada pecado, uma abominação diante do D’us, do Deus Eterno, de Allāh. 
As Religiões Monoteístas consideram como família um núcleo composto de maneira Tradicional, com um homem (pai), uma mulher, no Islã mulheres (mãe), e filhos, então como fica perante a Lei Brasileira um seguidor, um fiel, dessas Religiões?
Se aceita plenamente perante ao seu grupo religiosos é um pecador.
Se não aceita, e se manifesta contra, além de estar infringido a Lei, está sendo preconceituoso, e assim passível de ser processado.
Lembremos que “ o preconceito é um conceito associado à discriminação e as diferenças que existem no mundo, cujos preconceituosos atribuem um juízo de valor sobre determinado aspecto seja a classe social, a cultura, a religião, a etnia, a cor da pele, a preferência sexual, dentre outros”.
E diante dessa circunstância da vida o fiel -a Criatura Cidadã Fiel Religiosa -  tomará a ATITUDE que está mais de acordo com sua ESSÊNCIA, que pode ser totalmente de acordo com os Valores Religiosos da Religião que professa, OU NÃO (aqui entra a Tolerância), pois ela a Criatura Cidadã – o seguidor religioso – estará, em ambos os casos, sempre de acordo com o que passa no ÂMAGO DE SEU SER.
Destaco que “ de acordo com a psicologia, a atitude é comportamento habitual que se verifica em circunstâncias diferentes, e a Criatura Cidadã pode ter um comportamento Tolerante, reflexo de seu amago ”.
Assim “ muitas vezes, a atitude é associada a um grupo – masculino: atitude de homem, feminino: atitude de mulher, ou mesmo a um gênero- atitude: LGBT, acrônimo para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros.”.
A atitude de uma Criatura Cidadã é sempre acompanhada, ou revelada, pela Linguagem Corporal - gestos, postura, expressões faciais, movimento dos olhos, tiques, etc.
Exemplo:
“Uma postura corporal que expressa agressividade, pode ser um mecanismo de defesa ou forma de intimidação. Esse tipo de atitude é comum nos seres humanos e nos animais ”.
Outro exemplo:
Atitude blasé:
Blasé (ou blasée, na sua forma feminina) é um adjetivo do idioma francês, que classifica a atitude de uma pessoa cética, apática ou indiferente.
Uma Criatura Cidadã pode revelar uma atitude blasé por tédio, por cansaço, por ser esnobe, ou mesmo por ser esse fator predominante em sua natureza, em sua essência imutável.
É bastante comum uma Criatura Cidadã com ar blasé, ou Criatura Cidadã blasé, ser categorizada como arrogante.
Todavia, não podemos qualificar uma Criatura Cidadã simplesmente como blasé porque ela não mostra interesse pelas coisas ao seu redor, por parecer não se importar com a opinião dos outros, por permanecer alheia ou distante de um assunto, sem o conhecimento pleno de sua natureza, sem conhecer o âmago de seu ser, de sua essência imutável.
Mais, ser base é uma atitude que pode ser tomada pela Criatura Cidadã.
Continuemos...
 “Atitude filosófica - Tendo em conta que filosofia é o caminho de quem ama a sabedoria, uma atitude filosófica significa não aceitar algo que é considerado como verdade absoluta sem antes pensar sobre essa determinada "suposta verdade". É ter pensamento crítico e não se basear no senso comum, que muitas vezes pode levar a enganos”.

Assim exposto acredito que todo esse escrito é uma matéria para reflexão.

JEG

São Paulo 30/08/2016 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

VALORES MORAIS- SENSO MORAL - SENSO COMUM

Significado de Valor
s.m.
O preço que se paga ou se recebe por alguma coisa.
Que pode ser útil; valia: conselho de valor.
Indicação numérica que corresponde ao resultado de; número.
O prestígio, a qualidade, a relevância ou importância de; mérito.
Que é legítimo e verdadeiro; legitimidade: moeda antiga sem valor.
Qualidade que faz com que algo se torne importante para alguém.
Atributo pessoal que incita respeito: admiro o seu valor.
Expressão de consideração e zelo; estima.
Numa comparação, aquilo que se destaca.
[Figurado] Excesso de relevância; importância.
Importância estabelecida por determinação.
Poder de compra variável de uma moeda, de uma ação ou de um título.
[Jurídico] Capacidade que uma ação jurídica tem de produzir determinados resultados.
[Economia] Característica que atribui a um objeto o caráter de propriedade econômica: com o tempo, o móvel adquiriu valor.
[Música] Tempo que se refere à duração de uma nota ou de uma pausa.
[Filosofia] Conceito que determina aquilo que deve ser pela influência de argumentos opostos ao que, atualmente, é.
s.m.pl.
Fundamentos éticos que norteiam o comportamento humano.
Aquilo que se possui; bens, riquezas.
Designação dos títulos de crédito que, sendo públicos ou particulares, representam dinheiro.
(Etm. do latim: valore)
http://www.dicio.com.br/valor/

Nesse estudo o que nos interessa são os Valores Morais, isso é, o conjunto das regras que determinada o modo de viver e proceder de Criatura Cidadã em meio ao Todo Social.
São alguns desses Valores Morais:
A verdade, a honra, a liberdade, a responsabilidade individual, a responsabilidade familiar, a responsabilidade social, a justiça, a solidariedade, a honestidade, integridade, entre outros.
“Os valores morais são indispensáveis à convivência humana”.
“Por exemplo: é muito difícil viver numa sociedade em que não se praticam a justiça e a verdade”.
“Assim, é necessário enfatizar a importância de bons exemplos na sociedade, pois a transmissão de importantes valores humanos consiste na base de um futuro mais pacífico e sustentável, portanto é muito importante que esses Valores passem de geração em geração”.



Simplificando:
Significado de Valor - - s.m. - plural Valores - s.m. pl. = Fundamentos éticos que norteiam o comportamento humano.
Fonte: http://www.dicio.com.br/valor/
Valores Morais:
Os Valores Morais são baseados na cultura, na tradição, no cotidiano e na educação de determinado povo, entretanto há alguns valores que são “universais” como o princípio da liberdade e os incluídos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Jamais podemos esquecer que “ os valores morais vigentes no Ocidente – Civilização Ocidental ou Judaico-cristã - podem não ser os mesmos no Oriente - Oriente Médio (também conhecido como Oriente Próximo, incluindo aqui a África), o Extremo Oriente ou todo o Mundo Oriental (Índia, China, Japão, etc.) -  existindo grandes diferenças entre os atos que são tidos como morais e imorais entre as sociedades que pertencem a cada região”.
Baseado nesses princípios sociais de um povo a Criatura adquiri conceitos, realiza juízos, elabora pensamentos, baseados no que lhe foi transmitido como “certo” ou “errado”, desde os seus primeiros anos de vida.
Esses conceitos, juízos, pensamentos, que compõe os Valores Morais da Criatura são aperfeiçoando a partir de observações e experiências obtidas na vida social.
Como os Valores Morais são individuais “uma ação realizada por uma determinada Criatura pode ser considerada correta, enquanto que para outra Criatura esta mesma atitude é repudiada e tida como errada ou imoral”.
Tenho que destacar que “os Valores Morais são variáveis, ou seja, podem divergir entre sociedades ou grupos sociais diferentes”, assim fica claro que em um determinado povo existe variantes dos Valores Morais e que esse depende da chamada “ Classe Social” - indivíduos e grupos que são diferentes entre si e ocupam lugares diferentes na sociedade e que possuem renda mensal semelhante – em que nasce, se desenvolve, ou se agrega a Criatura.
Contudo o Todo Social – o conjunto das cinco classes sociais, de A a E – deve ter como norma imperativa o respeito ao próximo e com isso estabelecer um digno convívio social, convívio esse que é fundamental para a paz, harmonia, desenvolvimento, e progresso, de uma Sociedade, de um Povo, de uma Nação.
Segundo alguns sociólogos “ o conflito de diferentes valores morais pode provocar: a discriminação e o preconceito”, o que é nefasto para uma Sociedade.
Segundo outros sociólogos os Valores Morais são imprescindíveis para o “ desenvolvimento da Cidadania, e com isso a Criatura Cidadã pode contribuir diretamente no aperfeiçoamento da Sociedade em que vive”.
Não podemos esquecer que a Cidadania - o conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, a Criatura Cidadã, está sujeita no seu relacionamento com a sociedade em que vive -  engloba, também, os Valores Éticos e esses estão intrinsicamente ligados aos Valores Morais.
Sem Moral não há Ética.
Mais a Ética não se resume a Moral (costumes, regras, convenções estabelecidas por cada sociedade, ou seja, “o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada Criatura Cidadã, segundo os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau) pois ela, a Ética, “ está associada ao estudo fundamentado dos Valores Morais que orientam o comportamento humano em sociedade”.
Portanto a afirmação de que “ os Valores Éticos e esses estão intrinsicamente ligados aos Valores Morais”, é certíssima.
O “ Senso Moral é o que caracteriza o sentimento que condiz com a moralidade, de acordo com os Valores Morais (o bem e o mal, o certo e o errado, etc) presentes na Criatura Cidadã, num grupo e, por via de consequência, numa Sociedade”.

Destaco: Significado de Senso
s.m.
Tino; característica de sensato; em que há prudência: agia sem senso.
Tendência ou hábito de julgar, entender ou avaliar; entendimento ou juízo.
Sentido; o caminho ou a direção a seguir: perdeu o senso!
Bom senso. Julgamento exato; habilidade de distinguir o certo do errado, o bem do mal ou o falso do verdadeiro

E em se falando de Senso Moral temos que refletir sobre os Valores Religiosos, pois a “ religião é um dos principais agentes dentro de uma Sociedade que ajuda a moldar o caráter da Criatura, a criar o sentimento de família, a organizar comunidades tendo como finalidade os cultos a uma divindade, e com isso concretizar certos Valores Morais em um grupo de Criaturas Cidadãs”.
Portanto, é através dos ensinamentos religiosos que se estabelece o Senso Moral.
No caso das Nações no âmbito da Civilização Ocidental ou Judaico-cristã é no Tanakh - conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia judaica- e na Bíblia Sagrada - coleção de textos religiosos de valor sagrado para o cristianismo-  ambos Sagradas Escrituras, é que estão consignados “ os ensinamentos direcionados para o que a doutrina religiosa entende como sendo "certo", "errado", "bem" ou "mal”.
A fé, a obediência ao Divino, a esperança, a bondade, o amor, a caridade, o respeito ao próximo, o matrimônio, a união familiar, são alguns exemplos dos valores religiosos, defendidos tanto pelo judaísmo, quanto pelo cristianismo, e a absorção deles desenvolve o “ Senso Moral” da Criatura.
Para aquele que não tem nenhum tipo de relação com o Divino (um ser supremo, onipotente (que pode tudo), onisciente (que sabe tudo) e onipresente (que está ao mesmo tempo em todos os lugares), conhecido socialmente como ATEU – Significado de Ateu- adj. aquele que nega a existência de Deus ou de quaisquer outras divindades.  - o principal Valor que embasa seu Senso Moral é “o respeito pelo próximo, um valor que lhe foi incutido pela existência e nunca deve ser perdido. ”
Entretanto, o ateu rege a sua vida de conformidade com os princípios, ou regras, estabelecidos pela Tradição da Sociedade em que nasceu, ou vive, e com isso aceita aos Valores Morais e Éticos, e o Senso Comum, dessa mesma Sociedade.
Não podemos confundir o Senso Moral com Senso Comum.
Senso Comum é o modo de pensar da maioria das Criaturas em uma Sociedade.
O Senso Comum está ligado “ as experiências acumuladas por uma Sociedade, ou grupo social, até mesmo por uma Classe Social” (o Senso Comum do milionário da Classe A não é o mesmo de uma Criatura nascida na Classe C, pois apesar de regerem suas vidas pelo Valores Morais e Éticos estabelecidos na Sociedade em que vivem, seus valores pessoais sobre muitas coisas são completamente diferentes- ler sobre Atitude).
Vê-se, então, que o Senso Comum se estabelece, também, pela “ Tradição, que, quando instalada, passa igualmente de geração em geração”.
 “ Senso comum é aquilo que aprendemos em nosso dia a dia e que não precisamos aprofundar para obter resultados, como por exemplo: uma pessoa vai atravessar uma pista; ela olha para os dois lados, mas não precisa calcular a velocidade média, a distância, ou o atrito que o carro exerce sobre o solo. Ela simplesmente olha e decide se dá para atravessar ou se deve esperar. O senso comum não é a atitude tomada em si, mas sim a concepção e a perspectiva criada pela pessoa sem a real intervenção do indivíduo. Logo, o senso comum é um ato de agir e pensar que tem raízes culturais e sociais. Também fazem parte do senso comum os conselhos e ditos populares que são tidos como verdades e absolutas e, como tal, seguidos pelo povo. Por exemplo: "deve-se cortar os cabelos na lua crescente para que cresçam mais rápido”. ”
Pela explicação simplista acima vê- se a diferença clara entre o Senso Moral e o Senso Comum.
Vê-se, também, nesse pequeno estudo a importância tanto para a Criatura Cidadã, como para a Sociedade, dos Valores Morais.
E tenho dito.

Como ATITUDE foi acima citada o próximo estudo é sobre ela.

Jorge Eduardo Garcia
São Paulo 29 de agosto de 2016


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Criatura e sua Essência

Essência, do latim essentia e que indica a natureza, substância ou característica essencial de uma Criatura ou de uma coisa:

Significado de Essência: s.f.
Diz-se da ou a própria existência; o que constitui a natureza de um ser, de uma coisa: essência divina.
Característica expressa em seu mais alto nível.
[Filosofia] Platonismo. O ser autêntico, percebido a partir do espírito que se sobrepõe às percepções sensoriais, tornando-se habilitado para refletir sobre a imutabilidade de alguns aspectos da própria realidade.
[Filosofia] Aristotelismo. A reunião das características comuns que definem a natureza intrínseca de cada ser.

Meus Caros:

A Criatura cresce, lhe são ensinados os Valores Morais da Sociedade em que nasceu, estuda, adquiri o estabelecido pelo Senso Comum, racionaliza, casa ou fica solteira, tem filhos ou não, divorcia ou não, engorda ou não, faz plástica ou não, fica velha, fica viúva, mas a sua essência não muda.
Sua natureza intrínseca continua a mesma que se percebe, ou se conhece, no início de sua existência.
Atitudes tomada no decorrer da vida expressam sua característica, o que se encontra em seu âmago, em mais alto nível.
As ATITUDES de uma Criatura Cidadã estão intrinsicamente ligadas à sua ESSÊNCIA
Foram ensinados a Criatura Cidadã Valores Morais, ela adquiriu o Senso Comum, mas em determinada circunstancias da vida, de sua existência, afloram, querendo ela ou não, a sua Essência, a sua Natureza
Hoje com a tecnologia das fotos, principalmente através das famosas selfies, fica per se stante revelada a razão da própria existência do fotografado, já que elas, as selfies, expõem de forma nua e crua a natureza da Criatura.
Assim, repito, a Criatura na maturidade continua demostrando ter a mesma essência já reconhecidas na infância e na adolescência. 
E essa é uma matéria para reflexão.
JE




sexta-feira, 22 de julho de 2016

Buscar a Filosofia Eclesiástica para que? . Autor Jorge Eduardo Garcia

Filosofia deriva de duas palavras gregas:
a-       Philein que quer dizer“ amar”;
b-      Sophia que quer dizer “ sabedoria”.

“ Nenhum homem é sábio, mas somente Deus. E as pessoas que tem interesse pelas coisas divinas são buscadoras da sabedoria” - Pitágoras, o primeiro filosofo em cerca de 600 anos antes de Cristo – a. C.
“ Há uma filosofia especifica para cada ramo do conhecimento, embora a filosofia tradicional encerre em seis sistemas”. R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia.

Qualquer criatura curiosa encontra o seguinte texto no site http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Filosofia-Do-Direito-x-Filosofia-Eclesiastica/819688.html , sobre a Filosofia do direito x filosofia eclesiástica, vamos a ele:

A Filosofia do Direito é o campo de investigação filosófica que tem por objeto o Direito. Ela pode ser definida como o conjunto de respostas à pergunta “o que é o direito? ”, ou ainda como o entendimento da natureza e do contexto do empreendimento jurídico.
Com esta base podemos resumir que a filosofia do Direito é encontrar respostas as mais diversas perguntas, do meio jurídico.
A Filosofia Eclesiástica trata da religião e de pensamentos de um Deus nesse caso da igreja de Cristo. É monoteísta (quem professa) e consiste no homem e como é visto na área espiritual e eterno.
Nesse campo de pensamento podemos concluir que a filosofia eclesiástica busca suas respostas em Deus, no qual esse mesmo deus é utilizado como campo de vista filosófico.
A filosofia do Direito busca respostas jurídicas as perguntas, nos costumes e na lei, e a filosofia eclesiástica buscam em deus as respostas, ou seja, vindo do subjetivo, de um ser invisível que prevê uma eternidade, a existência de uma alma, com recompensa aos justos, e punição aos injustos, por este meio podemos defender a ideia que a origem da filosofia do Direito tem sua origem na filosofia eclesiástica, pois busca defender os Direitos da sociedade, evitar o caos, no qual a filosofia eclesiástica busca também resposta desses Direitos em deus com o conceito de recompensa aos justos (céu) e punição aos injustos (inferno).
Os dois tipos de filosofia, tem o mesmo fim de evitar atos fora dos padrões morais e dos bons costumes, baseados em leis sejam elas normas jurídicas ou ditadas por Deus, no entanto, como o fim de pacificar a sociedade para que o homem possa viver em pleno estado de direito.
As duas com normas e deveres para que os justos possam ter a garantia legal e a punção aos injustos que se insurgem aos ditames normativos de ambas as filosofias....
Fim do texto parcial.
Eu vou mais longe:
A Carta de Paulo aos Efésios tem como foco o Mistério da Igreja.
A Carta de Paulo aos Efésios tem como foco o Ministério da Igreja como o Corpo Místico de Cristo.
A Igreja, o Corpo Místico de Cristo, onde nos é revelada a nova humanidade do Eterno.
A Igreja, o Corpo Místico de Cristo, onde nos é revelada a reconciliação das criaturas por Ele criadas com Ele, o Deus Criador.
A Igreja, o Corpo Místico de Cristo, composta de criaturas que acreditam pela Fé que Ele é o Senhor da História do Homem, da Humanidade.
A Igreja, o Corpo Místico que busca, que aprende, que se submete, que obedece, que serve, a Jesus de Nazaré, o Cristo do Deus Vivo.
A Igreja, o Corpo Místico de Cristo, que é um “ posto avançado em meio a esse Mundo Tenebroso”.
A Igreja, o Corpo Místico de Cristo, que através de uma vida santificada de seus membros busca a Redenção Final, e, também, ser arrebatada, como uma noiva, na volta de Jesus Cristo, o noivo, para a Vida Eterna com Ele na Eternidade.
O servo que quer servir a Deus - servus est qui servit Deo – Deus Uno e Trino, a Trindade: Pai e Filho e Espírito Santo -  tem que ter em mente que ele é um servus Christi – servo de Cristo- para poder bem servir aos servos de Deus - servi Dei – que pela graça de Deus foram chamados e por livre vontade aceitaram fazer parte da Igreja, do Corpo Místico de Cristo.
Sem o serviço não há comunhão primeiramente com Jesus Cristo, depois com os demais servos de Deus, pois Ele nos revelou em Mateus, capitulo 20, versículos de 25 até 28:
Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas.
Não será assim entre vocês.
Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo,
e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo;
 como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos"


Isso implica que  o servus est qui servit Deo tem que segundo a Sã Doutrina conceber uma  filosofia de vida, filosofia essa que o leva aos “ caminhos a serem percorridos para que a Igreja [ o Corpo Místico de Cristo] alcance seus objetivos, que é a conquista do Homem, da criatura, do pecador,  trazendo-o para o seio dela, a Igreja, contribuindo assim para a Salvação dele, ou dela, e para que eles obtenham pela Graça o perdão de suas falta, o discernimento para buscarem uma vida santificada em Cristo Jesus, e o privilegio da Vida Eterna na Gloria com o Deus Eterno ”, daí que a Filosofia Eclesiástica é importante, já que ela dá ao Servo Servidor a orientação , a direção, as explicações, para exercer o seu ministério terreno.
Digo isso porque “ a filosofia é o saber a respeito das coisas, a direção ou orientação para o mundo e para a vida e, finalmente consiste em especulações acerca da forma ideal de vida”-  R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia.
Desataco que os Pais Gregos da Igreja - Clemente de Alexandria, Orígenes de Alexandria – bem como Justino Mártir (em latim: Iustinus Martir), teólogo romano do século II, pensavam que “ os melhores aspectos da filosofia grega agiam como um mestre escola, conduzindo os gentios a Cristo, tal como a Lei Mosaica fizera com os judeus” [ em relação ao Deus Eterno, Adonai] - R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia
Tem mais: “ Justino, convencido de que a filosofia grega tende para Cristo, "acredita que os cristãos podem servir-se dela com confiança" e em conjunto, a figura e a obra do apologista "assinalam a decidida opção da Igreja antiga em favor da filosofia, em vez de ser a favor da religião dos pagãos", está religião que os primeiros cristãos "rechaçaram com força qualquer compromisso”- anônimo.
Portanto, é importante para o cristão servidor ter conhecimento da Filosofia Eclesiástica, como, também, conhecer a Platão – “ Ele tem excelentes coisas a dizer, capaz de aclarar a maneira em que concebemos a religião “ (R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia)- a Aristóteles, a Tomas de Aquino, a Agostinho, a Lutero, a Calvino, a Zwinglio, a Francis Bacon, a Descartes, a Spinoza, a Jean Jacques Rousseau, a Locke, a Hume, a Kant, a Hegel, a Schiller,  a Goethe,  a Heidegger, a Kierkegaard, entre outros, pois lendo-os poderá aprimorar a sua sabedoria, e com isso melhorar a sua relação com a Humanidade, com a Vida, com o próximo, e em especial com os membros do Corpo Místico de Cristo.
Não devemos cair no Anti-intelectualismo, pois estaremos perdidos, já que foi o Eterno Deus, Adonai, que criou a razão, ou seja, o intelecto, e o criou para podermos discernir as coisas tanto as espirituais ou místicas, como as seculares ou dos humanos em meio a este Mundo Tenebroso.
No Livro de Atos, capitulo 17, versículos 16 a 33:  
E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.
De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.
E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.
E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?
Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto
(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade).
E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;
E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;
Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;
Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.
Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;
Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.
E assim Paulo saiu do meio deles
Vemos aqui que São Paulo teve um embate com os filósofos epicureus e estóicos, os ouviu, os ensinou, uma lição clara de tolerância que os cristãos, os servos de Deus - servi Dei –  devem ter em relação a Filosofia, ou aos filósofos, ou aos praticantes de outros credos, e até mesmo com aqueles que se dizem ateus, e mais uma lição clara de que o aluno de Gamaliel, o Ancião (גמליאל), ou rabino Gamaliel I, havia adotado uma outra filosofia de vida, não era mais aquele homem inserido na filosofia judaica,  violento, arrogante e perseguidor de tudo que não fosse genuinamente judeu, Gloria a Deus nas altura e paz na terras aos homens de boa vontade.  
Segundo R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia, encontramos no Novo Testamento quatro “escolas filosóficas”, a saber em poucas palavras e merecendo um estudo mais aprofundado:
1-      Os cínicos - O cinismo (em grego antigo: κυνισμός kynikós, em latim cinicus) foi uma corrente filosófica fundada por Antístenes, discípulo de Sócrates e como tal praticada pelos cínicos (em grego antigo: Κυνικοί, latim: Cynici). Para os cínicos, o propósito da vida era viver na virtude, de acordo com a natureza. Os cínicos gregos e romanos clássicos consideravam a virtude como a única necessidade para a eudaimonia (felicidade) e viam a virtude como inteiramente suficiente para alcançar a felicidade. Palavras de um anônimo: Há quatro razões de por que os "cínicos" são assim chamados. Primeiro por causa da indiferença de seu modo de vida, pois fazem um culto à indiferença e, assim como os cães, comem e fazem amor em público, andam descalços e dormem em barris nas encruzilhadas. A segunda razão é que o cão é um animal sem pudor, e os cínicos fazem um culto á falta de pudor, não como sendo falta de modéstia, mas como sendo superior a ela. A terceira razão é que o cão é um bom guarda e eles guardam os princípios de sua filosofia. A quarta razão é que o cão é um animal exigente que pode distinguir entre os seus amigos e inimigos. Portanto, eles reconhecem como amigos aqueles que são adequados à filosofia, e os recebem gentilmente, enquanto os inaptos são afugentados por ele, como os cães fazem, ladrando contra eles
2-      Os hedonistas -  O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser, o prazer, o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e seu mais célebre representante foi Aristipo de Cirene. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas;
3-      Os epicureus ou epicuristas - O epicurismo é o sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. Já quando os desejos são exacerbados podem ser fonte de perturbações constantes, dificultando o encontro da felicidade que é manter a saúde do corpo e a serenidade do espírito, ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas. Assim Para Epicuro, para ser feliz era necessário controlar os nossos medos e desejos de maneira que o estado de prazer seja estável e equilibrado consequentemente a um estado de tranquilidade e de ausência de perturbação.
4-      Os estoicos - O estoicismo foi uma escola de filosofia helenística fundada em Atenas por Zenão de Cítio no início do século III a.C. Os estoicos ensinaram que as emoções destrutivas resultavam de erros de julgamento, a relação ativa entre determinismo cósmico e liberdade humana e a crença de que é virtuoso manter uma vontade (chamada prohairesis) que está de acordo com a natureza. Devido a isso, os estoicos apresentaram sua filosofia como um modo de vida e pensavam que a melhor indicação da filosofia de um indivíduo não era o que uma pessoa diz, mas como essa pessoa se comporta. Para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza.
Mais tarde os estoicos - tais como Sêneca e Epiteto - enfatizaram que, porque "a virtude é suficiente para a felicidade", um sábio era imune ao infortúnio. Essa crença é semelhante ao significado da frase "calma estoica", embora a frase não inclua as visões dos "radicais éticos" estóicos onde somente um sábio pode ser considerado verdadeiramente livre e que todas as corrupções morais são igualmente perversas. O estoicismo desenvolveu-se como um sistema integrado pela lógica, pela física e pela ética, articuladas por princípios comuns, a ética estóica que teve maior influência no desenvolvimento da tradição filosófica chegou a influenciar os primórdios do cristianismo.

Porque citei essas quatro “escolas filosóficas que, também, são mencionadas no Novo Testamento”, como nos revela R.N. Champlin, e J.M. Bentes – Enciclopédia de Bíblia – Teologia e Filosofia?
Para que os críticos, aqueles que gostam de contestar por contestar, de criticar por criticar, de ver pecado em tudo, de ver o Diabo por trás de tudo, não deitarem suas verborreias sobre esse artigo de maneira tola, infantil, cavilosa, raiando a má fé.
E assim, penso eu que respondi à pergunta título desse artigo - Buscar a Filosofia Eclesiástica para que? – com a esperança que mais “ buscadores de sabedoria” se interesse em, estuda-la e pratica-la.

Jorge Eduardo Garcia
servus Dei
Filosofo
Bacharel em Filosofia Eclesiástica.
Doutor honoris causa por Mérito Eclesiástico. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Diálogos de Platão para serem anexados ao Três P: Platão Para Principiantes. Parte I


Fédon, em grego: Φαίδων, transl. Phaídon) é um dos grandes diálogos de Platão de seu período médio, juntamente com A República e O Banquete.
O diálogo é contado a partir da perspectiva de um dos alunos de Sócrates, Fédon de Elis.
Fédon relata o diálogo de Socrates, no dia em que bebeu cicuta e morreu em Atenas, no ano 399 a.C., para Equécrates, um filósofo de Pitágoras.
A abra Fédon é o quarto e último diálogo de Platão a detalhar os últimos dias do filósofo depois das obras Eutífron, Apologia de Sócrates e Críton.
O tema da obra Fédon é a Imortalidade da Alma (. Ao envolver-se na dialética com um grupo de amigos de Sócrates, incluindo os tebanos Cebes e Símias, Sócrates explora vários argumentos a favor da imortalidade da alma, a fim de mostrar que existe vida após a morte e que a alma vai existir depois dela).
Conforme já citei em Três P, Platão Para Principiantes, Platão teve grande influência do Orfismo, em grego antigo: ρφικά, o conjunto de crenças e práticas religiosas, que considerava “ as almas humanas como divinas e imortais, mas condenadas a viver (por um período) em um círculo penoso de sucessivas encarnações”, e em Fédon essa “influencia” fica claríssima, pois “Platão faz o primeiro postulado acerca da alma”.
Lembremos que no Orfismo havia a crença de uma punição pós-morte por certas transgressões cometidas durante a vida, o que para nos cristão é importante.
Platão não estava no “cerimonia” de Morte de Sócrates, o por isso os estudiosos consideram que ele apenas usou a imagem do mestre para "divulgar" seu próprio projeto filosófico.
Fédon conta que ele e Apolodoro, Critobulo e seu pai, Hermógenes, Epígenes, Ésquines, Antístenes, Ctesipo de Peânia, Menexeno, Símias o Tebano, Cebes, Fedondes, Euclides, Críton, Terpsião, entre outros, ficaram lá para testemunhar a morte de Sócrates.
O Fédon, uma obra tardia, da maturidade de Platão, foi traduzida pela primeira vez do grego para latim por Henry Aristippus em 1155.

Crátilo, do grego antigo Κρατύλος, Kratulos, a primeira obra filosófica que trata da etimologia e da linguística.
Nesse dialogo vamos encontrara o velho “ Sócrates sendo questionado por dois homens, Crátilo e Hermógenes, sobre se os nomes são "convencionais" ou "naturais", isto é, se a linguagem é um sistema de símbolos arbitrários ou se as palavras possuem uma relação intrínseca com as coisas que elas significam”.

É uma obra do período intermediário de Platão 

Continua ....



sábado, 18 de junho de 2016

Como podemos conciliar a Ética, a Moral e a Fé cristã?



A-   Ética - A palavra vem do grego ethos e significa aquilo que pertence ao "bom costume", "costume superior", ou "portador de caráter".
Princípios universais, ações que acreditamos e não mudam independentemente do lugar onde estamos.
Diferencia-se da “ MORAL”, pois, enquanto está se fundamenta na obediência a costumes e hábitos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar as ações morais exclusivamente pela RAZÃO.
Substantivo feminino
1 - Parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.
2. – Por extensão: conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.
Significado de Ética - http://www.dicio.com.br/etica/
s.f. Segmento da filosofia que se dedica à análise das razões que ocasionam, alteram ou orientam a maneira de agir do ser humano, geralmente tendo em conta seus valores morais.
P.ext. Reunião das normas de valor moral presentes numa pessoa, sociedade ou grupo social: ética parlamentar; ética médica.
(Etimologia: do latim: ethica/ pelo grego: éthikós)
B-   Moral – A palavra deriva do latim mores, "relativo aos costumes". "conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada", ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo.
Adjetivo de dois gêneros
1 - Concernente a ou próprio da moral.
2 - Pertencente ao domínio do espírito do homem.
Significado de Moral - http://www.dicio.com.br/moral/
s.f. Preceitos e regras que governam as ações dos indivíduos, segundo a justiça e a equidade natural; as leis da honestidade e do pudor; a moralidade.
Informal. Qualidade do que se impõe, que influência ou exerce certa soberania sobre outrem: o jogador tinha moral com o restante do time.
Filosofia. A parte da filosofia que trata dos costumes, dos deveres e do modo de proceder dos homens nas relações com seus semelhantes.
adj. Que está de acordo com os bons costumes; que explica, disciplina, ensina.
Que é próprio para favorecer os bons costumes.
Refere-se às regras de conduta; relativo ao âmbito do espírito humano.
Que significa um comportamento delimitado por regras fixadas por um grupo social específico.
Relativo ao espírito intelectual em oposição ao físico, ao material.
s.m. Estado de espírito; disposição de ânimo.
(Etimologia: do latim: moralis)
C-   Fé – A palavra vem do Latim fide. É a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.
Substantivo feminino
1 – Religião: no catolicismo, a primeira das três virtudes teologais.
2 - Sistema de crenças religiosas; religião. Exemplo: "fé cristã"
Significado de Fé
s.f. Crença; convicção intensa e persistente em algo abstrato que, para a pessoa que acredita, se torna verdade.
Religião; maneira através da qual são organizadas as crenças religiosas, como vemos na Carta aos Hebreus, Capítulo 11, versículo 1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. (Bíblia versão João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada).
Crédito; excesso de confiança depositado em: uma pessoa merecedora de fé.
Catolicismo. A primeira das três virtudes próprias da teologia: fé, esperança e caridade.
Afirmação; comprovação de uma situação: sua opinião demonstrava sua fé.
Acordo firmado através de palavras em que se deve manter o compromisso feito: quebrou a fé que tinha à chefe.
Jurídico. Crédito atribuído a um documento, através do qual se firma um acordo, ocasionando com isso a sua própria veracidade.
(Etimologia: do latim: fides)
Como podemos então conciliar a Ética, fatos gerados pela Razão, pela racionalização fria e calculista, com a Fé Cristã, que não é racional, que é baseada na esperança de coisas e fatos que não se veem, mas que o fiel, ou fieis, acredita que se consolidarão, se materializarão, que ganharão vida, em uma atitude que para a maioria das criaturas é irracional?
Como podemos então conciliar a Moral, costume que muitas vezes não são cristãos, mas são bons para as criaturas, com a Fé Cristã que tem regras fixas de conduta, todas baseadas em preceitos bíblicos, não esquecendo que a Bíblia É a Palavra de Deus, explicitados nas Sagradas Escrituras?
Como podemos conciliar os três? 
Como podemos conciliar a Ética, a Moral e a Fé cristã?

É a pergunta que faço, e a qual buscarei incessantemente a resposta? 

Jorge Eduardo Garcia


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Palavras Finais

Para terminar lembrando que esse trabalho é para dar conhecimento aos principiantes sobre Platão, que junto com Sócrates e Aristóteles forma o Trio dos antigos filósofos gregos “ tidos como responsáveis pelas bases da filosofia ocidental”, transcrevo alguns dados biográficos:
“ A data exata do nascimento de Platão não é conhecida, mas estima-se que ele nasceu entre 428 e 427 a.C.., e de acordo Neantes de Cizicus, ele morreu aos 84 anos”.
Pouco se sabe sobre a juventude de Platão, somente que pertencia a uma das famílias mais ricas e politicamente ativas de Atenas.
Platão é descrito como um rapaz brilhante que se sobressaiu em seus estudos, estudos esses que seu pai providenciou para dar a seu filho uma boa educação, daí se acredita que ele tenha sido instruído em gramática, música, ginástica e filosofia pelos mais distintos mestres do seu tempo.
Lúcio Apuleio, em latim: Lucius Apuleius, escritor e filósofo médio platônico romano, nascido em Madaura, na atual Argélia, em 125 d. C., e falecido em Cartago no ano de 170 d.C., portanto no século II de nossa era, afirmou que Platão era admirado pela velocidade de seu e por sua modéstia como um rapaz a quem "os primeiros frutos da juventude trouxeram o trabalho árduo e o amor pelos estudos".
“Posteriormente o próprio Platão caracterizou como presentes da natureza a facilidade para aprender, a memória, a sagacidade, a velocidade de apreensão e seu corolário, o espírito jovem e magnanimidade de alma” – em  Platon de Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff. (Enno Friedrich Wichard Ulrich von Wilamowitz-Moellendorff (Markowice, na Cujávia, Província de Posen em 22 de dezembro de 1848 - Berlim, 25 de setembro de 1931) foi um filólogo clássico alemão)
E é com modéstia que eu apresento esse singelo e despretensioso trabalho.

São Paulo 17 de junho de 2016.
Jorge Eduardo de Almeida Fontes Garcia


O Banquete

O Banquete, também conhecido como Simpósio (em grego antigo: Συμπόσιον, transl. Sympósion) é um diálogo platônico escrito por volta de 380 a.C.. Constitui-se basicamente de uma série de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor (eros). O Banquete é, juntamente com o Fedro, um dos dois diálogos de Platão em que o tema principal é o amor. A interpretação de Leo Strauss e de Stanley Rosen destaca o aspecto tragicômico deste diálogo, que é, na verdade, a resposta de Platão às acusações da Cidade contra a filosofia.
Tò sumpósion, em grego, é em geral traduzido como O Banquete, mas, no sentido atual, equivaleria a uma festa mundana, em que quase sempre se bebe mais do que se come. Trata-se, pois, de um festim na casa de Agatão, poeta trágico ateniense. Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Entre outros, também ali estão Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro, o jovem retórico; Pausânias, amante de Agatão; o médico Erixamaque; Aristófanes, comediante que ridicularizava Sócrates, e o político Alcibíades.
O exagero cometido na festa do dia anterior, sobretudo o excesso de bebida, fatigara os convidados de Agatão. Pausânias propõe, então, que, em lugar de beber, ficassem ali a conversar, a discutir ou que cada um fizesse algo "diferente". A proposta de Pausânias é aceita por todos. Eriximaco sugere que fossem feitos elogios a Eros: os convidados deveriam fazer discursos para louvar o amor. Sócrates intervém, ponderando que, antes de falar sobre o bem que o amor causa e seus frutos, deveriam tratar de definir o que é o amor. Diz que, na sua juventude, fora iniciado na filosofia do amor por Diotima de Mantineia, que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor.
O primeiro a discursar sobre o assunto é Fedro, seguido por Pausânias, que afirma que há mais de um Eros, dividido entre bem e mal, real e divino. Após, segue Eriximaco: segundo ele, o amor não exerce influência apenas nas almas, mas dá, ainda, harmonia ao corpo.
O próximo a discursar é Aristófanes, que começa seu discurso advertindo que sua forma de discursar será diferente. Faz de imediato uma denúncia da insensibilidade dos homens para com o poder miraculoso de Eros, e sua consequente impiedade para com um deus tão amigo. Para conhecer esse poder, ele diz que é preciso antes conhecer a história da natureza humana e, dito isto, passa a narrar o mito da nossa unidade primitiva e posterior mutilação. Segundo Aristófanes, havia inicialmente três gêneros de seres humanos, que eram duplos de si mesmos: havia o gênero masculino masculino, o feminino feminino e o masculino feminino, o qual era chamado de andrógino. Nas palavras do poeta:
É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portanto uma téssera complementar de um homem, porque cortado com os linguados, de um só em dois; e procura cada um o seu próprio complemento.
Assim, aqueles que foram um corte do andrógino, sejam homens ou mulheres, procuram o seu contrário. Isto explica o amor heterossexual. E aquelas que foram o corte da mulher, o mesmo ocorrendo com aqueles que são o corte do masculino, procurarão se unir ao seu igual. Aqui Aristófanes apresenta uma explicação para o amor homossexual feminino e masculino. Quando estas metades se encontram, sentem as mais extraordinárias sensações, intimidade e amor, a ponto de não quererem mais se separar, e sentem-se a vontade de se "fundirem" novamente num só. Esse é o nosso desejo ao encontramos a nossa cara metade.
O amor para Aristófanes é, portanto, o desejo e a procura da metade perdida por causa da nossa injustiça contra os deuses. O último a elogiar o amor foi Agatão, o anfitrião do banquete. Ao contrário dos que o precederam, Agatão não se propõe enaltecer os benefícios que Eros faz ao homem, mas sim cantar o próprio deus e a sua essência, passando em seguida a descrever-lhe o dote. Após toda essa longa lista de virtudes atribuídas a Eros, nota-se o quanto o poeta se distancia de sua proposta inicial e de seu preceito metodológico.
Finalmente chega a hora de Sócrates discursar, e ele fala que, sendo o Amor, amor de algo, esse algo é por ele certamente desejado. Mas este objeto do amor só pode ser desejado quando lhe falta e não quando o possui, pois ninguém deseja aquilo de que não precisa mais.
O que deseja, deseja aquilo de que é carente, sem o que não deseja, se não for carente.
Aqui, na fala de Sócrates, Platão coloca seu apontamento crucial sobre o conceito de amor, onde, o que se ama é somente aquilo que não se tem. E se alguém ama a si mesmo, ama o que não é. O objeto do amor sempre está ausente, mas sempre é solicitado. A verdade é algo que está sempre mais além: sempre que pensamos tê-la atingido, ela se nos escapa entre os dedos. Essa inquietação na origem de uma procura, visando uma paixão ou um saber, faz do amor um filósofo. Sendo o Amor, amor daquilo que falta, forçosamente não é belo nem bom, visto que necessariamente o Amor é amor do belo e do bom. Não temos como desejar aquilo que temos. No mesmo diálogo, Platão ainda fala sobre a origem de Eros (através do mito narrado por Diotima de Mantineia a Sócrates). Eros teria a natureza da falta justamente por ser filho de Recurso e Pobreza.
Platão deixa entrever em O Banquete, que Eros deve ser pensado em termos relacionais, não em termos absolutos. Não se deve compreender o amor como absoluto, mas como relativo, pois é amor de alguma coisa. O amor estabelece relação entre quem ama e aquele que é amado, assim como a opinião certa medeia a sabedoria e ignorância.
No texto, Platão retira de Eros (Amor) a condição de deus, e transforma-o em um selo, um intermediário entre os deuses e os mortais (o amor como ligação). Segundo relatos do texto de Platão e de alguns de seus companheiros, o amor é um dos maiores bens do homem (junto com o inteligência e a sabedoria); não é nem bom nem mal em si mesmo, como prática. No diálogo, existe também uma explicação e a naturalização do amor bissexual e do amor homossexual. Platão relaciona o amor com a verdade, pois quando se ama não é somente exercer o poder sobre alguém ou demonstrar força, mas trata-se de saber ser correspondido, ou seja, trata-se da verdade.
Colocadas A Republica e O Banquete vou citar obras platônicas:
Fédon
Crátilo
Teeteto
Sofista
Político
Filebo
Fedro
Alcibíades I †
Alcibíades II ¤
Hiparco¤
Amantes Rivais ¤
Teages ¤
Eutidemo
Górgias
Mênon
Menexêno
Clitofon †
Timeu
Crítias
Minos ¤
Leis
Epínomis ¤
Epístolas ‡
Apócrifos: Axíoco Definições Da Justiça Da Virtude Demódoco Sísifo Hálcion Eríxias
Nota:
¤ Não é da autoria de Platão segundo a maioria dos estudiosos † Não é geralmente aceito pelos estudiosos

‡ Somente trechos têm a autoria comprovada.